Entrevista a Celêdian Assis
Entrevista a Celêdian Assis
Queremos agradecer la colaboración de Henrique Mendes quien ha sido el encargado de
traducir esta entrevista al idioma español, lo que nos ha permitido compartirla para
ustedes en los dos idiomas que conviven en poetastrabajando.com
Hoje tenho o prazer e a honra de apresentar Celêdian a todos/as integrantes deste foro
Poetastrabajando.com , uma poetisa que escreve em língua portuguesa e que teve a
amabilidade de aceder a colaborar com esta entrevista, e a quem, através de suas
interessantes resposta, conheceremos um pouco mais.
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Olá Cel, como estás? Creio que a melhor maneira de começar esta entrevista é pedindo-te
que te apresentes para aqueles dos nossos escritores e poetas que ainda não te conhecem.
Conta-nos algo sobre ti , de onde és, como te chamas, etc.
– Tenho enorme prazer em participar deste foro, bem como permitir-lhes que conheçam um pouco mais
sobre mim. Meu nome é Celêdian Assis, sou brasileira e nasci em uma pequena cidade do interior,
cercada de lindas montanhas, chamada Piracema, no estado de Minas Gerais, onde vivi toda a minha
infância, até os 15 anos de idade. Meu pai era comerciante e minha mãe professora e diretora de escola.
A partir desta idade minha família mudou-se para a capital do estado, onde vivo atualmente. Iniciei dois
cursos na universidade, Letras e Ciências Econômicas, ambos não finalizados por impossibilidades à
época, face à necessidade de dedicação exclusiva ao trabalho. Por influência da profissão dos pais,
fui comerciante por muitos anos e também professora de Química. Bem mais tarde, já com mais de 40
anos, retomei meus estudos na universidade e desta vez graduei-me na área de saúde, um velho sonho,
no curso de Nutrição humana e posteriormente conclui a pós graduação nesta mesma área. Fui casada,
hoje não mais e tenho dois filhos maravilhosos.
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Diz-nos em que cidade vives atualmente?
– Belo Horizonte, Minas Gerais, um dos maiores estados do Brasil.
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O que mais admiras do teu país, as suas gentes, as suas paisagens ou a sua historia?
–Difícil escolher um desses quesitos, admiro o conjunto deles, pois o Brasil é um país maravilhoso de
uma rica diversidade, tanto cultural, quanto geograficamente. Nossa gente é amável, alegre e hospitaleira
e as paisagens naturais que variam desde as belíssimas montanhas, os vales e planícies, até as praias de
rara beleza. Nossa história de mais de quinhentos anos, desde a colonização pelos portugueses e
espanhóis, no pós-independência e até os dias atuais, é muito rica. O Brasil é berço de uma cultura muito
vasta, grandes nomes da literatura, música, arquitetura são conhecidos mundialmente, além de nossas
cidades históricas no estado de Minas Gerais, que guardam memórias do estilo barroco, que são grandes
pontos turísticos e patrimônios da humanidade. Também é o país da alegria, conhecido pelo seu famoso
carnaval.
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Celêdian, que recordações tens da tua infância? Foste uma menina feliz?
–A minha infância vivida em Piracema tem sido frequentemente fonte de minha inspiração quando
escrevo, pois fui sim uma menina feliz e as lembranças são muito vivas e agradáveis. Lembro-me da
família enorme, nove irmãos sempre unidos, da liberdade e da simplicidade das brincadeiras, do contato
com a natureza, dos meus tempos na escola e já naquela época, o meu gosto em aprender e recitar
poesias.
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Como chegaste até poetastrabajando.com?
–Fui convidada e apresentada pelo escritor e poeta brasileiro, Antônio Maria Santiago Cabral, a aquela
altura moderador da sala de poesias em língua portuguesa, neste site. O conheci em um site de poesias
brasileiro, Recanto da Letras, onde também publico os meus textos e no qual convivemos.
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Que importância tem para ti como poeta e escritora, a opinião de outros escritores?
–Aprecio e valorizo muitíssimo que opinem sobre meus textos, pois penso que é necessária a
interatividade com pessoas que tem a sensibilidade de perceber-nos com olhos de artistas e também
porque acrescentam-nos possibilidades de crescimento, seja pela crítica, ou pelo próprio convívio, pelo
qual estamos sempre aprendendo.
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Gostaríamos de saber em que momento da tua vida despertou em ti o amor pelas letras?
–Desde a infância, na escola eu tinha muito gosto pela poesia e principalmente um prazer imenso em
recitá-las. Sentia muito prazer pela leitura e escrevia muitas cartas. Neta de um político a quem eu
admirava, um dos fundadores da cidade que nasci, admirava muito os discursos que ele proferia e eu
tentava também escrevê-los. Ainda na pré adolescência li livros clássicos, como Dom Quixote, Os
lusíadas, Anna Karenina, alguns de Herman Hess, além da literatura brasileira de peso, como Machado de
Assis, José de Alencar, Olavo Bilac, entre outros que normalmente não eram tão comuns para a minha
idade.
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Como começaste a escrever? Quem te lia no começo?
–Ainda na infância e início da adolescência escrevia diários, cartas, discursos, redações e poucas
poesias, estas até então eu preferia ler e recitar, como disse anteriormente. Tive um caderno onde
registrava meus escritos, que se perdeu na mudança para a capital. Naquela época ainda não havia acesso
a computadores. Posteriormente, apenas escrevia boas redações no colégio e às vezes me arriscara a
escrever algum poema, mas não me preocupei em registrá-los.
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Quando escreveste o teu primeiro poema?
–Depois que perdi minhas anotações, muito tempo se passou sem que eu escrevesse algo digno de
registro, até que em 1998 escrevi um poema para meu filho, que passava uma temporada fora do país e
que de novo despertou-me para a poesia. Entretanto, ainda escrevia pouco. Retomei e acredito para não
mais parar, em 2007 quando em contato com um poeta angolano, residente no Brasil, lendo seus
belíssimos sonetos e incentivada por ele passei a fazer poesias.
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Poderias expô-lo aquí?
– Claro, com prazer.
“Amor ímpar”
Amo-te, não sei quanto
Sei que é tanto
Que o meu acalanto
É amar-te enquanto
Durar o encanto
Do meu amor
.
Amo-te, na alegria
No sorriso de tanto encanto
Na beleza de uma alma e tanto
E cantar-te ia um canto
Na poesia de amar-te enquanto
Tu és o dono do meu amor
.
Amo-te na dor, no pranto
E com um véu, ou um manto
Cobrir-te ia como a um santo
Para embalar-te, no afã e tanto
De proteger-te enquanto
Amar-te é o meu mais puro amor
(Celêdian Assis – abril de 1998)
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Em termos gerais, és mais de poesia ou de prosa?
–Prefiro a poesia, embora tenha escrito algumas crônicas, contos e artigos de opinião.
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Que tipo de leitura ativa-te a vontade de escrever?
–Poesias me inspiram mais, mas ativam-me também as crônicas do cotidiano e os clássicos da literatura.
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Algum escritor/a tem marcado teu caminho na poesia?
–Sim, Olavo Bilac e Cecília Meireles, Menotti del Picchia e posteriormente Carlos Drumond de Andrade,
Vinícius de Morais, Cora Coralina, Florbela Espanca, entre outros.
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No mais profundo da tua motivação, para quem escreves?
– Escrevo pela minha emoção e para emocionar, portanto por mim e para mentes e almas que querem se
deixar tocar.
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Achas que se escreve como terapia pessoal?
–Creio que a terapia pessoal não é a causa que me motiva a escrever, mas torna-se conseqüência, pois
escrever é um prazer inenarrável e como tal funciona de forma terapêutica.
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Crês que os conflitos interiores podem chegar a ser uma força criadora?
–Sim podem, à medida que os conflitos interiores levam-nos a pensar, questionar as nossas minudências
e na procura por respostas acabamos por expor a alma e esta é uma grande fonte de inspiração. Contudo,
não creio serem eles apenas, os propulsores desta força de criação.
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Que opinião tens dos concursos literários?
–Há concursos sérios e que contribuem muito para divulgação da literatura e que motivam escritores à
criação e há outros tantos não tão confiáveis. Difícil distinguir se é válido participar de um concurso
literário, já que não tenho muitos parâmetros para avalia-los.
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Alguma vez te apresentaste a um concurso?
– Nunca me apresentei a um concurso literário.
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Segundo a tua idiossincrasia, nos teus anos de estudante, a tua personalidade esteve mais
próxima das matemáticas ou das letras?
– Indubitavelmente das letras.
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Como definirias o teu estilo poético?
– Meus poemas guardam alguns traços da segunda fase do romantismo, um pouco do realismo, como o
gosto pelo soneto e também algumas características do parnasianismo, tal como a linguagem objetiva e
que pretende ser universal e alguns traços do simbolismo, como a frequência de certos elementos em
meus versos, montanhas, vento, nuvens, lua, o tempo, o espaço, a solidão. Contudo acredito que
desenvolvi um estilo próprio, a partir destas influências, minha poesia varia da transcendência espiritual,
ao amor sensual, do surreal ao real, livremente.
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Crês que já encontraste o teu estilo poético ou isso e algo que estas eternamente buscando?
–Sim, creio tê-lo encontrado, apenas é preciso lapidá-lo mais.
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Quanto a forma, como te sentes melhor, verso livre ou clássico?
– Os versos clássicos requerem maiores técnicas de métrica e rima, primam pela perfeição na forma e
penso que tolhem um pouco a simplicidade da arte pela arte, entretanto tem seus encantos, tais como os
sonetos, uma forma que amo e que eu ainda esteja tentando aprender a fazê-los. Os versos livres me
deixam mais a vontade. Sinto que a não obrigatoriedade do uso de rimas deixam o poema fluir mais leve
e naturalmente e esta é intenção maior de um poeta.
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Fala-nos um pouco da tua poesia. Esta é principalmente romântica, ou às vezes é
comprometida?
– Diria que sou bastante eclética, minha poesia é às vezes romântica, mas tem um tom mais intimista e
reflexivo, que em geral aborda a profunda sensibilidade feminina, caminhando na direção da reflexão
filosófica e existencial. Em geral e preferencialmente, escolho temas mais universais, assim como, o tempo, o
amor, a alma e a própria poesia. Dificilmente “a alma” não estará presente em meus versos e
com frequência transubstanciada em elementos naturais.
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Na hora de te pores a escrever, o que é que dispara a tua inspiração?
–Não há um ponto em especial, mas o que me compele a escrever é um olhar atento e sensível para as
pessoas e as coisas que me cercam e que deflagram emoção e um envolvimento, que não seria possíveis
senti-las apenas com um olhar superficial.
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De que te rodeias, no teu estúdio de trabalho para favorecer a tua inspiração.
–Silêncio, muito silêncio. Normalmente escrevo à noite, bem tarde, quando todos em casa dormem, ou
quando viajo para a minha terra natal e lá fico completamente só em casa. Uso somente o computador.
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Escreves na tela, imprimes com frequência, corriges em papel…? Como é o teu processo?
–Atualmente só na tela e quando imprimo não modifico nada da idéia original, salvo algum erro de
grafia. Em papel que levo sempre na bolsa, às vezes anoto apenas um tema, que pode surgir de situações
corriqueiras ou de um fato comum, ou de algo que me chame a atenção.
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Que escritores de língua hispânica conhecidos são os que mais admiras?
–Miguel de Cervantes, Pablo Neruda, Gabriel Garcia Marques e outros.
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E em língua portuguesa, quais são seus preferidos?
– Poetas são os mesmos que citei como aqueles que me influenciaram, Olavo Bilac, Cecília Meireles,
Carlos Drumond de Andrade, Menotti del picchia, Vinícius de Morais. Na prosa, Machado de Assis,
Aloísio de Azevedo, Guimarães Rosa, entre outros.
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Quando escreves um poema, sentes-te implicada pessoalmente nele, ou é simplesmente
uma interpretação pontual ?
–Implicada nem sempre me sinto, mas envolvida sim, sempre. Os meus primeiros poemas tem uma certa
implicação pessoal, mas há muitos outros que são interpretações pontuais.
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Tens alguma publicação editada em papel ou algum projeto de publicar num futuro
próximo?
–Ainda nada tenho publicado em papel, mas tenho projetos para dois livros. Um deles somente de
poesias e o outro misto com prosa, crônicas e contos.
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Crês que o suporte eletronico (e-Book) substituirá o livro convencional, ou achas
que poderão subsistir paralelamente?
– O prazer de ler um livro em papel, folheá-lo e tê-lo mais disponível à mão, é insubstituível. Entretanto,
com o maior acesso das pessoas ao meio eletrônico, é inegável que o e-book será uma ferramenta muito
usada no futuro, mas creio em uma substituição absoluta, eles subsistirão paralelemente.
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Diz-nos Cel, quando não estás escrevendo, o que gostas de fazer? Contas-nos?
– Gosto imensamente de ler e aprecio muito a interação virtual que mantenho com poetas e escritores,
em blogs, no site onde comecei a publicar minhas poesias e também aqui no Poetastrabajando, assim
como esta interação que o caro poeta Roberto Santamaria está me proporcionando nesta entrevista. Leio
bastante também artigos científicos relacionados à minha área de trabalho, pois sobre saúde há sempre
alguma nova descoberta da ciência e é preciso estar atento. Em outros momentos, não há muito o que
dizer sobre lazer por exemplo, pois tornei-me extremamente caseira, gosto de estar com meus filhos,
embora eu adore viajar, dançar e cercar-me de amigos para uma boa conversa. Duas vezes ao mês, viajo
a trabalho para a minha cidade natal e na verdade é também um lazer, pois é uma cidade linda e
tranqüila, com a simplicidade da gente do interior.
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Crês que o mundo ( sociedade) pode mudar através da palavra escrita?
–Não acredito que possa mudar na sua totalidade, visto que há ainda tanta gente que não tem acesso à
leitura, à palavra escrita. Em meu país mesmo ainda há muitos analfabetos. Contudo, acredito que a
palavra escrita pode contribuir muito para a conscientização dos reais problemas sociais, influenciando
sobremaneira a postura de uma gama de indivíduos, seja pela informação ou alerta, ou principalmente
pela educação e a cultura .
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Tens algum site pessoal, ou blog onde publicas teus poemas e contos? Em caso afirmativo,
te importarias de compartilhar o link para que possamos conhecer parte da tua obra ?
–Sim, comecei publicando meus textos em www.recantodasletras.com.br sendo possível localizar meu
nome e a minha página no link “autores”. Tenho também um blog próprio:
http://sutilezasdaalmaemente.blogspot.com e mais recentemente junto a vós, no poetastrabajando.
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O que é para ti o mais importante da vida?
–Equilíbrio emocional, serenidade para cuidar de todas as facetas da vida, sejam as que exigem cautela
ou até aquelas que causam alegria desmedida. Consequentemente, todos os momentos serão vividos
na medida certa para se conseguir bem estar.
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Qual destas coisas mais te emociona? Um amanhecer, ou o por do sol? A imensidão do mar
ou um céu estrelado? Ou o gesto de inocência e o sorriso de uma criança?
–Inocência e sorriso de criança indubitavelmente são fontes de extrema emoção, mas o sol nascendo ou
se pondo, um céu estrelado, trazem em suas belezas uma indizível emoção, alíás temas sempre presente
em minhas poesias.
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E ha alguma coisa que sempre tenhas querido que te perguntem numa entrevista e que
nunca te tenham perguntado ?
–Não, Roberto. Essa entrevista pode mostrar muito de mim e eu estou satisfeita.
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Bem, Celedian, creio que com isto, os nossos leitores te terão podido conhecer um pouco
mais. Há algo que queiras dizer-lhes, para nos despedirmos?
–Sim, quero agradecer-lhe pelo honroso convite e pela oportunidade de tornar a minha poesia mais
conhecida, bem como desfrutar do excelente convívio de nossos poetas irmãos de outras
nacionalidades. Obrigada, caro poeta Roberto. Deixo a vós e a todos os leitores, um abraço afetuoso. No
ensejo desejo-lhes e aos seus familiares, um feliz e santo Natal, um novo ano com muitos motivos para
sorrir de felicidade.
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Muito obrigado pela tua amável colaboração, sem a qual esta entrevista não teria sido
possivel.
Roberto Santamaría
Entrevista a Celêdian Assis
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Hoy tengo el placer y el honor de presentarles para todos/as los/as integrantes de este
foro” poetastrabajando.com” a Celedian, una poetisa que escribe en lengua portuguesa y
que ha tenido la amabilidad de acceder y colaborar en esta entrevista, a través de cuyas
interesantes respuestas, conoceremos un poco más.
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Hola, Celedian. ¿Cómo estás? Creo que la mejor manera de comenzar esta entrevista es
pidiéndote que te presentes para aquellos de nuestros escritores y poetas que todavía no te
conocen.
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Cuéntanos algo de ti, de donde eres, cómo te llamas, etc.
Tengo enorme placer em participar de este foro, bien como permitirles que conoscan um poco más sobre
mí. Mi nombre es Celedian Assis, soy brasileña y nací en una pequeña ciudad del interior rodeada de
lindas montañas llamada Piracema, en el estado de Minas Gerais, donde
viví toda mi niñez hasta los 15 años de edad. Mi padre era comerciante y mi mamá era profesora
y directora de escuela.
Después de esa edad toda la familia se fue a vivir a la capital, Belo Horizonte, donde vivo hasta hoy.
Por necesidad de dedicarme exclusivamente a mi trabajo no terminé los dos cursos de Letras y de
Ciencias Económicas. Por influencia de la profesión de mis padres he sido comerciante por mucho
tiempo e, igualmente, he sido maestra de Química. Más tarde, ya con más de 40 años cumplí un viejo
sueño e hice mi graduación y post-graduación en Nutrición Humana. De mi matrimonio, ya terminado,
tengo una pareja de hijos maravillosos.
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Dinos, en qué ciudad vives actualmente?
– Belo Horizonte, Minas Gerais, (uno de los estados más grandes de Brasil)
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Qué es lo que más admiras de tu país, sus gentes, sus paisajes, o su historia
No es fácil elegir uno de esos temas pues admiro el conjunto de ellos ya que hacen de Brasil un país
maravilloso por su diversidad, tanto cultural como geográficamente. Nuestras gentes son amables,
alegres y hospitalarias, y nuestros paisajes naturales cambiando de las inmensas pampas a las magníficas
playas, de las montañas a los inmensos valles, son formidables.
Nuestra historia de más de 500 años, desde la colonización por los portugueses y por los españoles, en la
post independencia, y hasta los días actuales, es muy rica. Brasil es hogar de una cultura muy vasta , con
grandes nombres en literatura, música, arquitectura, que son conocidos mundialmente, además de
nuestras ciudades históricas en el estado de Minas Gerais, que guardan memorias del estilo barroco y
son grandes destinos turísticos y patrimonio de la Humanidad. Somos también conocidos como un país
alegre y es famoso por su carnaval.
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Celedian, ¿qué recuerdos tienes de tu niñez?… ¿fuiste una niña feliz?
Mi niñez vivida en Piracema ha sido frecuentemente fuente de inspiración para mis textos cuando
escribo, pues he sido una niña feliz, sin duda, y mis recuerdos son muy vívidos y agradables. Me acuerdo
de mi familia muy grande, de la libertad que teníamos, nueve hermanos siempre unidos, de la simplicidad
de nuestra vida y de nuestros juguetes de niños, de mis tiempos de escuela, y de cómo me gustaba mucho
aprender y recitar poesía.
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Cómo llegaste hasta poetastrabajando.com
Fui invitada por el escritor y poeta Antonio Maria, moderador en aquella altura de la sala de poesías en
lengua portuguesa de este sitio. Lo había conocido en un sitio de poesía brasileño, Recanto das Letras,
donde también publico mis textos y en el cual convivimos.
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¿Qué importancia tiene para ti como poeta y escritora la opinión de otros escritores?
Aprecio y valoro muchísimo que opinen sobre mis textos, pues creo que es necesario interactuar con
personas que tengan sensibilidad de vernos con ojos de artista y también porque nos añaden
posibilidades de crecimiento, ya sea por la crítica o por el propia interacción, razón por la cual siempre
salimos ganando y aprendiendo.
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Nos gustaría saber, ¿en qué momento de tu vida se despertó en ti el amor por las letras?
Desde niña, en la escuela, yo tenia un gusto muy particular por la poesía y un placer inmenso por
recitarlas. Me gustaba mucho la lectura y escribía muchas cartas. Era nieta de un político a quien yo
admiraba, uno de los fundadores de la ciudad donde nací, admiraba mucho los discursos que él profería y
los intentaba escribir yo misma.
En la preadolescencia, he leído Cervantes y Camões, Anna Karenina, y otros no tan clásicos, como el
alemán Hermman Hesse además de los brasileños fundamentales, como Machado de Assis, Jose de
Alencar, Olavo Bilac, y otros no muy comunes para mi edad de entonces.
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¿Cómo empezaste a escribir? ¿Quién te leía al principio?
En mi niñez e inicio de la adolescencia escribía diarios, cartas, discursos, composiciones y algunas pocas
poesías que yo prefería leer y recitarlas, como ya dije. Tenia un cuaderno que se perdió cuando
cambiamos de casa para hacia la capital del estado. En aquellos tiempos no había acceso a computadoras.
Posteriormente, apenas escribía composiciones en la escuela, y bajo algunos riesgos escribí eventuales
poemas, que no me preocupé en registrar.
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¿Cuándo escribiste tu primer poema?
Después que perdí mis anotaciones, dejé pasar mucho tiempo sin escribir nada digno de registro.
Finalmente, en 1998 escribí un poema para mi hijo que pasaba un tiempo fuera del país, y eso me
despertó otra vez ganas de escribir poemas. Pocos, todavía. Mi vuelta, y creo que para no parar más, fue
en 2007, cuando tuve contacto con un poeta de Angola residente en Brasil, leyendo sus bellísimos
sonetos e, incentivada por él, pasé a hacer poesías.
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¿Podrías exponerlo aquí?
Amor ímpar
Amo-te, não sei quanto
Sei que é tanto
Que o meu acalanto
É amar-te enquanto
Durar o encanto
Do meu amor
.
Amo-te, na alegria
No sorriso de tanto encanto
Na beleza de uma alma e tanto
E cantar-te ia um canto
Na poesia de amar-te enquanto
Tu és o dono do meu amor
.
Amo-te na dor, no pranto
E com um véu, ou um manto
Cobrir-te ia como a um santo
Para embalar-te, no afã e tanto
De proteger-te enquanto
Amar-te é o meu mais puro amor
(Celêdian Assis – abril de 1998)
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En términos generales, ¿eres más de poesía, o de prosa?
Prefiero la poesía, a pesar de que tengo escritos crónicas cuentos y algunos artículos de opinión.
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¿Qué tipo de lectura es la que te activa las ganas de escribir?
Las poesías me inspiran más. Mas también las crónicas de lo cotidiano y los clásicos.
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¿Algún escritor/a ha marcado tu camino en la poesía?
–Sí, Olavo Bilac y Cecília Meireles, Menotti del Picchia y posteriormente Carlos Drumond de Andrade,
Vinícius de Morais, Cora Coralina, Florbela Espanca, entre otros.
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¿En lo más profundo de tu motivación, para quién escribes?
Escribo para emocionarme y para emocionar. Lo que es decir que escribo para mí y para mentes y almas
que quieran dejarse tocar.
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¿Se escribe como terapia personal?
Creo que la terapia personal no es lo que me motiva, pero ocurre como consecuencia, pues escribir es un
placer inenarrable, y como tal terapéutico.
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¿Crees que los conflictos internos pueden llegar a ser una fuerza creadora?
Si, en la medida que los conflictos nos llevan a pensar, cuestionar nuestros detalles y buscar respuestas,
terminamos por exponer el alma y esta es una gran fuente de inspiración. Mas no creo que sean ellos
apenas los propulsores de esta fuerza creativa.
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¿Qué opinión tienes de los concursos literarios?
Hay concursos serios, como una contribución grande para la divulgación de la literatura y que motivan
muchos escritores a la creación. Y hay otros no tan confiables. No es muy fácil para mí distinguir su
validez, ya que no dispongo normalmente de elementos para evaluarlos.
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¿Te has presentado alguna vez a un concurso?
No, jamás.
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Según tu idiosincrasia, en tus años de estudiante ¿tu personalidad estuvo más cerca de las
matemáticas o de las letras?
Las letras, sin duda
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¿Cómo definirías tu estilo poético?
Mis poemas guardan algunos trazos de la segunda fase del romanticismo, un poco de realismo, como el
gusto por el soneto, y también algunas características del parnasianismo, como el lenguaje pretende ser
objetivo y universal, y algunos trazos del simbolismo, como la frecuencia de ciertos elementos en mis
versos , montañas, viento, luna, el tiempo, el espacio, la soledad.
Sin embargo, creo que desarrollé un estilo propio, a partir de esas influencias, y mi poesía cambia de la
trascendencia espiritual al amor sensual, de lo surreal al real, libremente.
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¿Crees que ya has encontrado tu estilo o eso es algo que se está eternamente buscando?
Sí, creo ya tener mi estilo, mas necesito lapidarlo más.
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En cuanto a la forma, cómo te sientes mejor, verso libre, o clásico
Los versos clásicos requieren grandes técnicas de métrica y rima, priman por la forma perfecta y creo
que frenan un poco la simplicidad del arte por el arte. Tienen, todavía, sus encantos muy especiales,
como los sonetos, un formato que amo y que sigo intentando aprender. El verso libre me deja más…libre.
Siento que el uso no obligatorio de las rimas dejan al poema fluir más leve y naturalmente, y ese es el
objetivo máximo de un poeta.
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Háblanos un poco de tu poesía, ¿Ésta es principalmente romántica, o a veces es
comprometida?
Yo diría que soy ecléctica, mi poesía es a veces romántica, mas tiene una tonalidad más intimista y
reflexiva, que, en general, se ocupa de la profunda sensibilidad femenina, caminando rumbo a la reflexión
filosófica y existencial.
En general y preferentemente elijo temas más universales, como el tiempo, el amor,el alma y la propia
poesía. Difícilmente “el alma” no estará presente en mis versos y con frecuencia transubstanciada en
elementos naturales.
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A la hora de ponerte a escribir ¿Qué es lo que dispara tu inspiración?
No hay una cosa en especial, mas lo que me impele a escribir es una mirada más atenta y sensible para las
cosas y personas acerca de mí, que deflagra emociones que una mirada normal no deflagraría.
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¿De qué te rodeas en tu estudio de trabajo para favorecer tu inspiración?
Silencio, mucho silencio. Normalmente escribo a la noche, cuando todos en la casa duermen, o cuando
viajo a mi ciudad natal y me quedo sola allá. Uso solamente la computadora.
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¿Escribes en pantalla, imprimes con frecuencia, corriges en papel…? ¿Cómo es tu proceso?
Actualmente, sólo en la pantalla, y cuando imprimo no modifico nada de la idea original, excepto por
algún error de ortografía. En papel, que siempre tengo comigo, a penas anoto algún tema que no quiero
olvidar, cositas pequeñas, ideas, cositas venidas de situaciones cotidianas, no más que eso.
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¿Qué escritores Hispanos hablantes conocidos son los que más admiras?
Miguel de Cervantes, Pablo Neruda, Gabriel Garcia Márquez y otros.
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Y en lengua portuguesa ¿Cuáles son tus preferidos?
– Los poetas son los mismos que cité como aquellos que me influenciaron, Olavo Bilac, Cecília Meireles,
Carlos Drumond de Andrade, Menotti del Picchia, Vinícius de Morais. En prosa, Machado de Assis,
Aloísio de Azevedo, Guimarães Rosa, entre otros.
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Cuando escribes un poema, te sientes implicada personalmente en el, o simplemente es
una interpretación puntual.
Implicada, no tanto, pero envuelta siempre. Mis primeros poemas tenían una cierta implicación
personal. Mas hay muchos otros que son interpretaciones puntuales.
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¿Tienes alguna publicación editada en papel o algún proyecto de publicarlo en un futuro
cercano?
Todavía no tengo nada en papel, mas tengo dos proyectos de libros, uno solamente de poesías y otro
mixto, de crónicas y cuentos.
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¿Crees que el soporte electrónico (e-Book) sustituirá al libro convencional o podrán
subsistir paralelamente?
El placer de leer un libro en papel, tenerlo en las manos, es insubstituible, creo. Mas con el acceso
creciente de las personas a los medios electrónicos, creo innegable que el e-book va a ser una
herramienta muy importante en el futuro, mas no creo en una substitución absoluta. Creo que van
a existir paralelamente.
Dinos Celedian, cuando no estás escribiendo ¿Qué te gusta hacer? ¿Nos lo cuentas?
Me gusta inmensamente escribir, y me gusta mucho la interacción virtual con otros poetas que
mantengo en blogs, en diversos sitios y aquí en Poetastrabajando, así como esta interacción que Roberto
me está proporcionando en esta entrevista.
Leo muchos artículos científicos relacionados con mi área de trabajo, pues siempre hay novedades y
descubrimientos en nutrición y salud y es necesario estar actualizada.
De otros momentos, no hay mucho lo que decir. Sobre ocio, por ejemplo, me quedo mucho en casa, me
gusta mucho estar con mis hijos, a pesar de que me gusta mucho salir, danzar, viajar y platicar con
amigos. Dos veces al mes, salgo para mi ciudad natal, donde me quedo por algunos días por trabajo, lo
que es una forma de placer, ya que es una ciudad tan bonita.
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¿Crees que el mundo (sociedad) puede cambiar (mejorar) a través de la palabra escrita?
No creo que pueda cambiar en su totalidad, una vez que hay todavía gente que no tiene acceso a la
palabra escrita y a la lectura. En mi país todavía hay muchos analfabetos.
Así mismo, creo que puede contribuir para que las cosas cambien y se concienticen, cambiando mucho la
postura de un cierto tipo de personas, sea por la información o alerta, sea por la educación y cultura.
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¿Tienes alguna Web personal, o Blog, donde publicas tus poemas y cuentos?, en caso
afirmativo, ¿te importaría compartir el enlace, para pudiéramos conocer parte de tu obra?
– Sí, empecé publicando mis textos en www.recantodasletras.com.br siendo posible localizar mi nombre
en mi página en el link “autores”. Tengo también un blog propio:
http://sutilezasdaalmaemente.blogspot.com e más recientemente junto a vos, en poetastrabajando.
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¿Qué es para ti lo más importante de la vida?
–Equilibrio emocional, serenidad para cuidar de todas las facetas de la vida, son aquellos que exigen
cautela, incluso los que causan alegría desmedida. Consecuentemente, todos los momentos serán vividos
en la medida cierta para conseguir bienestar.
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¿Qué es de estas cosas lo que más te emociona?… ¿Un amanecer, o puesta de sol?; ¿La
inmensidad del mar, o un cielo estrellado?; ¿o el gesto de inocencia y la sonrisa de un niño?
–Inocencia y la sonrisa de un niño son, sin duda, fuente de extrema emoción, mas el nacimiento o puesta
del sol, un cielo estrellado, llevan en su belleza una emoción indescriptible, de hecho son temas siempre
presentes en mis poesías.
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¿Y hay algo que siempre hayas querido que te pregunten en una entrevista y que no te lo
hayan preguntado?
- No Roberto. Esta entrevista puede mostrar mucho de mí y estoy satisfecha.
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Bien, Celedian, creo que con esto, nuestros lectores habrán podido conocer algo más. ¿Hay
algo que quisieras decirles, para despedirnos?
Si, quiero agradecerte mucho por tu honrosa invitación y por esta oportunidad de hacer más conocida
mi poesía, así como de disfrutar la excelente convivencia con nuestros poetas hermanos de otras
nacionalidades. Gracias, poeta y amigo Roberto. Dejo a vos y a todos lectores un abrazo afectuoso y, en
esta oportunidad, hago mis votos de que tengan todos una Feliz y Santa Navidad y un nuevo año repleto
de motivos para sonreír siempre.
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Muchas gracias por tu amable colaboración, sin la cual esta entrevista no habría sido
posible
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Roberto Santamaría





Les damos la bienvenida a LetrA – Z, una revista que es extensión del foro Poetastrabajando.com dedicada a la literatura y a las diferentes manifestaciones del arte.
En ella podrán hallar los libros editados por nuestros poetas del foro, trabajos en verso y prosa, galerías con muestras de pintura y fotografía, entrevistas y artículos mensuales de cine, danza y música.
Esperamos que el paso de todos ustedes por estas páginas sea tan placentero como lo es para nosotros elaborarlas mes a mes.
A los poetas y escritores que deseen sumarse al foro poetastrabajando.com, pueden hacernos llegar el pedido con nombre de usuario y correo de registro; y para quienes deseen exponer sus trabajos de pintura, escultura, fotografía o música pueden ponerse en contacto con la redacción de esta Revista enviando un mail desde la página CONTACTO (en la parte superior de esta web). Las puertas están abiertas para todos aquellos que deseen dar a conocer su labor.