La Cosecha de Poetastrabajando del mes de Febrero de 2011
La Doña…
Cubren blancas las florecillas la Zarzamora,
Teje que teje Doña Araña,
Cuelga trazos de plata,
Teje que teje con sus patas, hilos de plata.Una lagartija azulada de cola elegante,
Mira a la Doña en tal menester,
Que de un salto en la red se deposita,
Roba una mosquita, se va. La zarzamora se repone de frutos moros,
La Doña vuelve a tejer, la paciencia
En hilos de plata su vida es trabajar.
Huilqui
Actos de honestidad
Vamos a dejar a la moral en la cocina,
y al efecto carnal enredado en las cobijas,
Cierra la puerta para que no entre ninguna vanidad,
ni tampoco la necesidad de tapar alguna mentira.
No me digas a donde escapada te has ido,
Ni lo que quieres de mi quijada o lo que te gusta de mis maleficios,
No te extiendas contándome el propósito de tu congoja,
Solo dime que eres con una mirada sin enfocar algún objetivo.
Prometo no relatarme entendiendo mis consecuencias y riesgos,
Ni develar escondites a lo largo de la carretera empinada,
Usaremos el silencio pero esta vez no como una espada,
Y te diré que soy sin usar mi razón o algún sentimiento errado.
Silencios Oscuros
“Carnaval,…Carnaval”
Es Carnaval, carnaval
todo el mundo se disfraza
¡Sí!.. Original es la traza
conque viste el bien y el mal.
De vestimenta sensual
ya asiste bailando samba
y acude presta la “chamba”
con su ”bemba”(*) o su morrito
para ver si aquel negrito
le da besos… ¡Qué caramba!
Y se fueron p´al “palmar” (*)
mas no fue para dormir
que fue en un ir y venir
ellos quisieron amar.
Y si parar desfogar,
vieron el amanecer
cuando empezaba a arder,
tan alto el sol en el cielo
la mozuela y el mozuelo,
zumbando querían volver.
©Roberto Santamaría
Entre el amor y el olvido
(estancia spenseriana)
Una ilusión, un falso pensamiento,
una obsesión, un sueño desmedido
fue desengaño y causa del lamento,
del desamor amargo ya sufrido.
Ingratitud la causa de tu olvido,
acción y efecto de hechos consumados,
besos perdidos dados entre el ruido
y abrazos que ya fueron postergados,
se sumergieron entre los mares navegados…
©Roberto Santamaría.
Pies y arena gruesa…
Negra, llena de diminutas piedrecillas brillantes,
cada grano unido al otro, extensa, abierta en
movimiento de acuerdo al Surazo, Playa Calabocillos.
Tus piececillos ágiles, desnudos, pequeños,
juegan a dibujar constelaciones de cristal,
al lado del mar.
Arena de mi playa, Universo inmerso, rocas fracturadas,
sismológicas, Morrenas Andinas diminutas.
Lienzo extendido adecuado a las huellas de tus pies.
Desde la distancia imagino que el Sol se esconde en tu seno,
a esperar a la Luna como un amante furtivo.
Sobrevuelo el litoral, soy una garza negra de pantano,
leo sobre la playa, las huellas de ella.
La última huella quedó lejana, mis alas rotas,
sus pies pequeños, las constelaciones de cuarzo ordenadas
en la Playa Calabocillos, en la desolada Costa Mía.
Huilqui
LINHAS (verso livre)
Conhecia bem aquelas linhas.
Eram caminhos, numa outra cor,
onde já vira o dia amanhecer em fogo
e roubar-lhes a inocência alva do luar refletido na areia.
Caminhos por onde vira escorrer uma pouca de água,
e com ela chegar-me uma hipótese ainda frágil de vida,
enquanto se esvaneciam a febre, e o medo,
e a solidão das distâncias escolhidas.
Caminhos de gestos econômicos, simples,
onde sempre havia promessas de carícias por acontecer,
e sorrisos coroando brilhos nos olhos dos dias,
como cânticos de vitórias tidas, ou passos dados livres.
Conhecia bem aquelas linhas.
Sangue quente e espesso sob uma palma ardente e meiga,
mais clara, generosa, rebelde com causa, adiando
até ao impossível o momento de ceder e dizer sim.
Depois seguir adiante, concordar, esconder, pretender,
jogar os jogos nos tabuleiros socialmente críveis.
-mas até então, linhas.
Um destino certo acontecendo em detalhes.
Nos passos ligeiros, a meu lado, durante as conversas sem rumo,
e nas vozes subitamente falando mais baixo que a lua enorme,
amarela entre a dunas, repetitivas e mágicas
( até ao silêncio de tudo menos dos olhos, dizendo imensidões )
E nos olhos havia outras linhas, não traçadas,
destinos não esboçados, palavras jamais ditas até ao fim
-como se houvesse um fim que as palavras pudessem alcançar,
ou talvez transformarem em linhas de sangue escuro,
rios sob a pele falando das nossas crenças mais simples
e dos rumos que o coração e a vida escolheram antes de nós.
Sim, conhecia bem aquelas linhas,
e a sua força conheci-a uma noite
quando os gestos rituais duma dança imemorial,
refletindo a luz privada duma fogueira escondida,
foram revelando uma por uma todas as linhas daquelas mãos.
E com elas as esperanças, sem limites de horizonte ou de alegrias,
e o afeto sem peias, nem rodeios, nem amarras,
e, aos poucos, a perfeição intocável e nua,
do fruto maduro oferecendo-se, já pronto,
que o tabu antigo proibia colher.
E as linhas falaram-me do mundo por muito tempo
( até ao silêncio de tudo menos dos olhos, dizendo imensidões )
Agora os tempos eram outros,
Mas eu conhecia bem aquelas linhas, que nunca mais vira
depois que o frio da madrugada me recordara,
mais de vinte anos antes, como é frio amanhecer só.
Linhas que agora, subitamente, reencontrava.
Surpreendido, mas não sem esperá-las,
no gesto prosaico de uma mão estendida para mim,
segurando algo que eu não pegava, esperando. .
Ergui o olhar
sabendo que desprezaria o silêncio de tudo
menos do que esses olhos iam dizer-me de imensidões.
Mas vi quando a mão tremeu, as linhas se contraíram
e pareceram serpentear e buscar novas formas,
como novos caminhos ambicionando um velho mapa,
ou dúvidas de vidente sobre um destino mal previsto
já desenrolando-se em detalhes capazes de surpreendê-lo. .
Na madrugada trocamos silêncios e imensidões.
Era tanto o que sabíamos um do outro,
que não havia um tempo para as palavras.
Aplacamos sedes em gestos mil vezes entrevistos,
reconhecidos, ambicionados imensamente.
Foi um adeus…
Henrique Mendes
FRATURAS
A vida segue seu curso
Os dias subseqüentes
Às vezes parecem iguais
De súbito, surpreendente
Rompe-se um ciclo
Quebra a rotina
Fratura o sólido
Ruptura do rítmo
Fragiliza, assusta…
A força se perde
No tumulto da alma
Impotente a mente
Nau sem rumo
Sem bússola a bordo
Sem direção, sem sentido
Felizmente ainda se avista
Lá do topo do mastro
Um fio tênue, frágil
De confiança e esperança
Transforma-se em forte
O vento e a vela se abraçam
Reinventam o rumo
Osso ou vida
Juntam-se os cacos
Consolidam a força e salvam-se
Aos poucos recriam-se
Coragem, força, astúcia
E os novos dias se tornam
Repetitivamente normais.
Celêdian Assis
NINHO (Soneto)
Ouvia no oco vazio do silêncio, ecos das lembranças,
dos amores que ludibriaram sonhos e a vontade de amar.
Eram ruídos murmurantes, como escoar de águas mansas,
perseverantes e como se demarcassem no tempo, o lugar.
Não se adivinhava do seu movimento simulando danças,
e nem se cogitava, contudo, dos desvios por onde rumar,
retrocedendo à margem e reavendo mortas esperanças,
onde a emoção do presente era caminho novo a trilhar.
Vislumbrava agora em um ninho, o fim de desesperanças,
num peito macio, tal alcatifa, por onde mãos a passear,
repousavam ternamente, em cúmplices desejos, alianças.
Como toques suaves na alma, mágicos gestos a acariciar,
desenhavam-se afetos, os esquecidos, em sutis mudanças
que descompromissadamente, restituíam o gosto de amar.
Celêdian Assis
MENOS GLÓRIA (verso livre)
Encontro cada vez menos glória
na glória das manhãs.
E menos limpidez nesses céus
onde o azul era tão puro, que as pequenas nuvens brancas
pareciam não passar de erros realçando a perfeição.
Agora parece que encontro menos daqueles verdes
com que a terra-mãe se canta em alegrias,
e sinto menos alegres todas as outras cores
com que florescem, pujantes, os seus segredos incontidos.
Estão soando monocórdicas as vozes dos passarinhos…
-alguma vez terão sido mais do que imprevisíveis e alegres,
ou foram sempre assim, uma algazarra desconexa de piu-piu-pius
a quem a nossa imaginação se encarregou de atribuir significados?
Não estou encontrando caminhos para os meus passos de poeta,
idas rumando a algum lugar que faça ainda um mínimo de sentido,
onde não me perca de mim, nem da história que escrevi com a alma,
mais do que com o corpo, em cansaços e cicatrizes.
Nas sombras das raras árvores dos meus caminhos,
não há mais recantos de poeira intocada, entardecendo melancolias.
Não há fontes sem lixo, cristalinas e acolhedoras a um repouso,
nem curvas de rio onde as águas remansem em brilhos de prata
as histórias dos lugares a montante, em noturna languidez,
ou onde acolham meu banho cansado, purificador, ao luar.
Está cada vez mais difícil.
Sempre alguém já disse as minhas palavras.
( Bruxuleia a verve. O gênio diluiu-se no sangue. Esvai-se o dom.
Os poetas, agora, já dizem pouco.
Dos poetas, agora, já dizem tudo.
As lojas, em breve venderão fantasias de poeta,
como vendem de dinossauros – extintos e na moda.
Um poetosaurus-rex. Um tiranegocio-rex …
Às vezes, em rima.
Não sei mais se vale a pena.
E nunca pensei se tenho escolhas.)
Henrique Mendes
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Les damos la bienvenida a LetrA – Z, una revista que es extensión del foro Poetastrabajando.com dedicada a la literatura y a las diferentes manifestaciones del arte.
En ella podrán hallar los libros editados por nuestros poetas del foro, trabajos en verso y prosa, galerías con muestras de pintura y fotografía, entrevistas y artículos mensuales de cine, danza y música.
Esperamos que el paso de todos ustedes por estas páginas sea tan placentero como lo es para nosotros elaborarlas mes a mes.
A los poetas y escritores que deseen sumarse al foro poetastrabajando.com, pueden hacernos llegar el pedido con nombre de usuario y correo de registro; y para quienes deseen exponer sus trabajos de pintura, escultura, fotografía o música pueden ponerse en contacto con la redacción de esta Revista enviando un mail desde la página CONTACTO (en la parte superior de esta web). Las puertas están abiertas para todos aquellos que deseen dar a conocer su labor.
una obsesión, un sueño desmedido
fue desengaño y causa del lamento,
del desamor amargo ya sufrido.
Ingratitud la causa de tu olvido,
acción y efecto de hechos consumados,
besos perdidos dados entre el ruido
y abrazos que ya fueron postergados,
se sumergieron entre los mares navegados…
©Roberto Santamaría.
Pies y arena gruesa…
Negra, llena de diminutas piedrecillas brillantes,
cada grano unido al otro, extensa, abierta en
movimiento de acuerdo al Surazo, Playa Calabocillos.
Tus piececillos ágiles, desnudos, pequeños,
juegan a dibujar constelaciones de cristal,
al lado del mar.
Arena de mi playa, Universo inmerso, rocas fracturadas,
sismológicas, Morrenas Andinas diminutas.
Lienzo extendido adecuado a las huellas de tus pies.
a esperar a la Luna como un amante furtivo.
Sobrevuelo el litoral, soy una garza negra de pantano,
leo sobre la playa, las huellas de ella.
La última huella quedó lejana, mis alas rotas,
sus pies pequeños, las constelaciones de cuarzo ordenadas
en la Playa Calabocillos, en la desolada Costa Mía.
Huilqui
LINHAS (verso livre)
Conhecia bem aquelas linhas.
Eram caminhos, numa outra cor,
onde já vira o dia amanhecer em fogo
e roubar-lhes a inocência alva do luar refletido na areia.
Caminhos por onde vira escorrer uma pouca de água,
e com ela chegar-me uma hipótese ainda frágil de vida,
enquanto se esvaneciam a febre, e o medo,
e a solidão das distâncias escolhidas.
Caminhos de gestos econômicos, simples,
onde sempre havia promessas de carícias por acontecer,
e sorrisos coroando brilhos nos olhos dos dias,
como cânticos de vitórias tidas, ou passos dados livres.
Conhecia bem aquelas linhas.
Sangue quente e espesso sob uma palma ardente e meiga,
mais clara, generosa, rebelde com causa, adiando
até ao impossível o momento de ceder e dizer sim.
Depois seguir adiante, concordar, esconder, pretender,
jogar os jogos nos tabuleiros socialmente críveis.
-mas até então, linhas.
Um destino certo acontecendo em detalhes.
Nos passos ligeiros, a meu lado, durante as conversas sem rumo,
e nas vozes subitamente falando mais baixo que a lua enorme,
amarela entre a dunas, repetitivas e mágicas
( até ao silêncio de tudo menos dos olhos, dizendo imensidões )
E nos olhos havia outras linhas, não traçadas,
destinos não esboçados, palavras jamais ditas até ao fim
-como se houvesse um fim que as palavras pudessem alcançar,
ou talvez transformarem em linhas de sangue escuro,
rios sob a pele falando das nossas crenças mais simples
e dos rumos que o coração e a vida escolheram antes de nós.
Sim, conhecia bem aquelas linhas,
e a sua força conheci-a uma noite
quando os gestos rituais duma dança imemorial,
refletindo a luz privada duma fogueira escondida,
foram revelando uma por uma todas as linhas daquelas mãos.
E com elas as esperanças, sem limites de horizonte ou de alegrias,
e o afeto sem peias, nem rodeios, nem amarras,
e, aos poucos, a perfeição intocável e nua,
do fruto maduro oferecendo-se, já pronto,
que o tabu antigo proibia colher.
E as linhas falaram-me do mundo por muito tempo
( até ao silêncio de tudo menos dos olhos, dizendo imensidões )
Agora os tempos eram outros,
Mas eu conhecia bem aquelas linhas, que nunca mais vira
depois que o frio da madrugada me recordara,
mais de vinte anos antes, como é frio amanhecer só.
Linhas que agora, subitamente, reencontrava.
Surpreendido, mas não sem esperá-las,
no gesto prosaico de uma mão estendida para mim,
segurando algo que eu não pegava, esperando. .
Ergui o olhar
sabendo que desprezaria o silêncio de tudo
menos do que esses olhos iam dizer-me de imensidões.
Mas vi quando a mão tremeu, as linhas se contraíram
e pareceram serpentear e buscar novas formas,
como novos caminhos ambicionando um velho mapa,
ou dúvidas de vidente sobre um destino mal previsto
já desenrolando-se em detalhes capazes de surpreendê-lo. .
Na madrugada trocamos silêncios e imensidões.
Era tanto o que sabíamos um do outro,
que não havia um tempo para as palavras.
Aplacamos sedes em gestos mil vezes entrevistos,
reconhecidos, ambicionados imensamente.
Foi um adeus…
Henrique Mendes
FRATURAS
A vida segue seu curso
Os dias subseqüentes
Às vezes parecem iguais
De súbito, surpreendente
Rompe-se um ciclo
Quebra a rotina
Fratura o sólido
Ruptura do rítmo
Fragiliza, assusta…
A força se perde
No tumulto da alma
Impotente a mente
Nau sem rumo
Sem bússola a bordo
Sem direção, sem sentido
Felizmente ainda se avista
Lá do topo do mastro
Um fio tênue, frágil
De confiança e esperança
Transforma-se em forte
O vento e a vela se abraçam
Reinventam o rumo
Osso ou vida
Juntam-se os cacos
Consolidam a força e salvam-se
Aos poucos recriam-se
Coragem, força, astúcia
E os novos dias se tornam
Repetitivamente normais.
Celêdian Assis
NINHO (Soneto)
Ouvia no oco vazio do silêncio, ecos das lembranças,
dos amores que ludibriaram sonhos e a vontade de amar.
Eram ruídos murmurantes, como escoar de águas mansas,
perseverantes e como se demarcassem no tempo, o lugar.
Não se adivinhava do seu movimento simulando danças,
e nem se cogitava, contudo, dos desvios por onde rumar,
retrocedendo à margem e reavendo mortas esperanças,
onde a emoção do presente era caminho novo a trilhar.
Vislumbrava agora em um ninho, o fim de desesperanças,
num peito macio, tal alcatifa, por onde mãos a passear,
repousavam ternamente, em cúmplices desejos, alianças.
Como toques suaves na alma, mágicos gestos a acariciar,
desenhavam-se afetos, os esquecidos, em sutis mudanças
que descompromissadamente, restituíam o gosto de amar.
Celêdian Assis
MENOS GLÓRIA (verso livre)
Encontro cada vez menos glória
na glória das manhãs.
E menos limpidez nesses céus
onde o azul era tão puro, que as pequenas nuvens brancas
pareciam não passar de erros realçando a perfeição.
Agora parece que encontro menos daqueles verdes
com que a terra-mãe se canta em alegrias,
e sinto menos alegres todas as outras cores
com que florescem, pujantes, os seus segredos incontidos.
Estão soando monocórdicas as vozes dos passarinhos…
-alguma vez terão sido mais do que imprevisíveis e alegres,
ou foram sempre assim, uma algazarra desconexa de piu-piu-pius
a quem a nossa imaginação se encarregou de atribuir significados?
Não estou encontrando caminhos para os meus passos de poeta,
idas rumando a algum lugar que faça ainda um mínimo de sentido,
onde não me perca de mim, nem da história que escrevi com a alma,
mais do que com o corpo, em cansaços e cicatrizes.
Nas sombras das raras árvores dos meus caminhos,
não há mais recantos de poeira intocada, entardecendo melancolias.
Não há fontes sem lixo, cristalinas e acolhedoras a um repouso,
nem curvas de rio onde as águas remansem em brilhos de prata
as histórias dos lugares a montante, em noturna languidez,
ou onde acolham meu banho cansado, purificador, ao luar.
Está cada vez mais difícil.
Sempre alguém já disse as minhas palavras.
( Bruxuleia a verve. O gênio diluiu-se no sangue. Esvai-se o dom.
Os poetas, agora, já dizem pouco.
Dos poetas, agora, já dizem tudo.
As lojas, em breve venderão fantasias de poeta,
como vendem de dinossauros – extintos e na moda.
Um poetosaurus-rex. Um tiranegocio-rex …
Às vezes, em rima.
Não sei mais se vale a pena.
E nunca pensei se tenho escolhas.)
Henrique Mendes
Deja un Comentario
You must be logged in to post a comment.
Comentarios Recientes
Les damos la bienvenida a LetrA – Z, una revista que es extensión del foro Poetastrabajando.com dedicada a la literatura y a las diferentes manifestaciones del arte.
En ella podrán hallar los libros editados por nuestros poetas del foro, trabajos en verso y prosa, galerías con muestras de pintura y fotografía, entrevistas y artículos mensuales de cine, danza y música.
Esperamos que el paso de todos ustedes por estas páginas sea tan placentero como lo es para nosotros elaborarlas mes a mes.
A los poetas y escritores que deseen sumarse al foro poetastrabajando.com, pueden hacernos llegar el pedido con nombre de usuario y correo de registro; y para quienes deseen exponer sus trabajos de pintura, escultura, fotografía o música pueden ponerse en contacto con la redacción de esta Revista enviando un mail desde la página CONTACTO (en la parte superior de esta web). Las puertas están abiertas para todos aquellos que deseen dar a conocer su labor.







