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A MÃO DUPLA DO AMOR
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Autor Tema: A MÃO DUPLA DO AMOR  (Leído 2257 veces)
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celedian
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« : Diciembre 21, 2014, 10:42:19 »



Encerrada a oração de agradecimento, de graças ao Menino Jesus, seguida de um breve discurso sobre o sentido do Natal, todos se sentavam à mesa onde seria servida uma farta ceia, sempre regada às mais tradicionais e deliciosas comidas natalinas. O relógio marcava vinte horas em ponto e como era de costume, a cena se repetia todos os anos. Senhor Manuel fazia questão de manter este ritual, o mesmo que aprendera com seus pais desde que era ainda uma criança e que reproduzia com sua família. Ali se reuniam não só a esposa, seus filhos e netos, mas participavam também, sobrinhos, tios e até alguns vizinhos e amigos. Uma verdadeira festa para todos, mas especialmente para a criançada que mal se continha à mesa, tão ansiosa pela hora de conferir se Papai Noel lera suas cartas e  se atendera aos seus pedidos. Os adultos se fartavam da boa comida enquanto tabulavam conversas animadas e divertidas.

Em um canto daquela enorme sala, a jovem Rosarito, acomodada em sua cadeira de rodas, parecia alheia a todo aquele movimento. Quem a observasse, com um ar tão absorto, poderia supor que ela estivesse orando. E estava! Ela revelou à sua tia Alda, quando essa veio chamá-la para reunir-se à família, que naquele momento fazia uma prece de agradecimento pela vida que lhe fora preservada naquele terrível acidente que sofrera e a deixara paraplégica. Desde então sua vida se transformara, ficara muito tempo hospitalizada e quando se recuperou, viu-se impossibilitada de exercer a sua profissão de professora, que representava a sua maior paixão. Naquele vilarejo não havia estrutura para se locomover com facilidade, o que a fez abdicar de seu trabalho. Isso a entristecia muito, pois pensava o tempo todo naquelas crianças que poderia ensinar e que nem sempre podiam contar com uma professora. Contudo, Rosarito sentia-se muito grata a Deus por estar ali naquele momento, junto a sua família celebrando mais um Natal.

Terminada a ceia, todos se reuniram na outra sala onde havia uma enorme árvore enfeitada, iluminada e ao pé dela, vários pacotes embrulhados em papéis coloridos e laços de fita, devidamente identificados com os nomes de quem os receberia e de quem os estava ofertando. Era chegada a hora em que as crianças se deleitariam com seus presentes. Cada pessoa da família se aproximava da árvore, apanhava uma das caixas, chamava o ganhador e entregava a ele, que chamava o próximo e assim sucessivamente, até que o último recebesse o seu presente.

Naquela noite, depois de esgotado todos os presentes, apenas Rosarito não fora agraciada. Em sua face notava-se certo desapontamento, que ela tentou disfarçar, mas que não passou despercebido pelo seu tio Manuel. Prontamente ele se levanta, vai até a árvore e retira de lá um envelope que não foi notado pelas outras pessoas e o entrega a Rosarito, que deu um largo sorriso e tomada de enorme curiosidade, o abriu. Havia ali uma carta que ela leu avidamente e não podia crer no que lia. Entre lágrimas e soluços incontidos, olhou ternamente para seu tio, tomou as mãos dele e as beijou afetuosamente. Todos os presentes ali assistiam aquela cena e ficaram comovidos, mas ainda sem entender o que poderia conter naquela carta, até que a moça recobrou-se da emoção e em voz alta leu o que ali estava escrito.

Seu Manuel contava-lhe naquela carta a história do menino Josellin, filho de um riquíssimo fazendeiro, Dom Alberto e cuja fazenda era bem distante dali, onde havia muitas outras crianças, filhas dos colonos que lá trabalhavam. Aquelas crianças não sabiam escrever, não freqüentavam uma escola e nem tinha que lhes ensinasse. Eles achavam que não recebiam presentes de Natal porque não mereciam, pois não sabiam escrever suas cartinhas para o Papai Noel. O próprio Josellin contou essa história, às vésperas daquele Natal, quando acompanhava seu pai nas compras que esse fazia no armazém de Seu Manuel. Muito consternado com o relato, ele teve então uma ideia: escreveu ao fazendeiro e contou-lhe sobre a história de sua sobrinha Rosarito, de sua tristeza por não poder mais ensinar pela sua dificuldade de locomoção e então sugeriu a ele que a levasse para morar na fazenda e que a deixasse fundar lá a sua escola. O fazendeiro prontamente aceitou e ainda tratou de oferecer a ela, além de moradia, um bom salário.

Rosarito não se continha de tanta felicidade, agradeceu emocionada e mais uma vez retirou-se para um canto da sala e agradeceu a Deus por dar a ela o maior presente de Natal que ela poderia almejar: a chance de alfabetizar aquelas crianças e de dar a elas a chance de sonhar como todas as outras crianças que puderam escrever as suas cartinhas ao Papai Noel e assim contribuiria para manter viva a fantasia infantil, a verdadeira essência da simplicidade e da inocência.

Celêdian Assis de Sousa
22/12/2014

NOTA: Este texto, a quem peço a devida licença dos autores Jorge Sierra e Henrique Mendes, pretende dar continuidade ao tema que desenvolveram em seus respectivos contos de Natal, mesmo que de forma bem simples e longe da excelência de suas histórias.   
   
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Celêdian Assis
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« Comentar #1 : Diciembre 24, 2014, 02:48:59 »

Celedian mi adorada amiga, es un honor para mi el haber leído tan hermoso escrito, que aunque no todo lo entiendo, gran parte de tu mensaje lo he comprendido. Desgraciadamente amiga ya los tiempos aquellos en que la Navidad era un acontecimiento netamente familiar hoy, por hoy ya se ha perdido tan hermosa tradición y los jóvenes prefieren festejar en los antros. Al menos aquí en mi Ciudad así acontece. Felicidades amiga y que tu Navidad sea toda una noche de ensueño, recibe un fuerte abrazo y un cariñoso beso de mi familia, hacia la tuya y que el niño Dios derrame sus bendiciones sobre todos ustedes.
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HENRIQUE MENDES
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« Comentar #2 : Diciembre 29, 2014, 08:24:25 »

Hola Celedian ! Como este comentario tambien tiene que ver con el cuento de nuestro amigo Jorge Sierra, lo escribo en cási-español, ( el mas español posible jejejeje ) pues sé que lo lees bien.

Me gustó mucho tu cuento. En verdad, es la historia perfecta, que se queda en sequencia de mi cuento, que ya se quedaba en sequencia del cuento de Jorge Sierra, siendo ese la raiz de todo.

Algunas cosas no sabes, pero yo habia pedido a Jorge Sierra su permiso para hacer mi cuento así en sequência al suyo, y cuando tuve su permiso te invité a hacer el mismo, bien como a Leonor y a Bilp que, por otras razones, no escribiron asi sus cuentos. Pero me gusta mucho que nosotros tres tengamos sido capables de aprovechar el talento de raiz de tio Jas, y con él ganarmos un espacio en el imaginario Navideño de nuestro sitio.

Tengo como aspiracion desarollar la historia no cuentada del péon Tomaz que se fue a caballo por todas las haciendas vecinas buscando no sabia exactamente qué era, pero sabia que era importante. Y volvió en el mismo dia, fatigado y feliz.

( Despues de eso, me gustaria juntar las historias y ilustrarlas con ilustraciones hechas por niños   ( help !!!! ), para podermos  hacer un ebook fantastico.  No ? )

Un abrazo Celedian. Muy bueno tu cuento ! Gracias por haberes respondido a mi invitación !
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celedian
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« Comentar #3 : Diciembre 29, 2014, 12:17:28 »


Obrigada amigos, Jorge Sierra e Henrique Mendes, pela leitura e por permitir-me dar continuidade à temática que desenvolveram em seus contos. É sempre um grande prazer e uma honra juntar-me a vocês em projetos literários. Espero ter cumprido bem o intento proposto.

Quanto a sua ideia, Henrique, de ilustrar os textos pelas mãos de crianças e posteriormente editarmos um ebook, é muito boa e conte comigo.

Um grande abraço em ambos.
Celêdian
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Celêdian Assis
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